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Comunicação Corporativa: Conectando Equipes e Impulsionando Resultados

Atualizado: 8 de jan.

A comunicação organizacional é um quesito com prioridade máxima na existência de um negócio. Afinal, é através dela que as empresas se relacionam com diferentes públicos. O tema é fonte de diversos estudos e muitas considerações. Afinal, por que a comunicação é importante? De que forma sofre a influência da tecnologia? Qual é o seu futuro dentro das organizações?


A evolução da comunicação organizacional


Os avanços em agilidade, produtividade e outros fatores resultaram em várias evoluções  para a comunicação organizacional. Os avanços em agilidade, produtividade e outros fatores resultaram em diversas transformações na comunicação organizacional ao longo do tempo. A seguir, exploramos como essas mudanças se deram.


1. Revolução Industrial


A história da comunicação organizacional começa, em grande parte, com a Revolução Industrial, no século XVIII. As mudanças provocadas por esse período fizeram com que as empresas buscassem novas formas de diálogo com seu público interno.


Inicialmente, o foco da comunicação era atender às necessidades internas da empresa, com estratégias voltadas principalmente para o produto. Contudo, esse cenário evoluiu, e a comunicação organizacional ganhou novos contornos com o fenômeno da globalização e a revolução tecnológica no final da Guerra Fria, em 1989. Nesse momento, as empresas começaram a perceber que a comunicação com o público precisava ser mais estratégica e focada não apenas no produto, mas na construção de uma relação de transparência e ética com os consumidores. A partir daí, a comunicação organizacional passou a ser gerida de maneira mais profissional e consciente.


2. No Brasil


No Brasil, a comunicação organizacional teve suas primeiras manifestações por meio de boletins, jornais e revistas voltados para os funcionários. No entanto, a partir da década de 1950, com o processo de industrialização, esse cenário começou a mudar.


O jornalismo empresarial, então, começou a se consolidar, e as publicações institucionais se tornaram cada vez mais importantes para atender às novas demandas do público. Esse cenário se intensificou após 1985, com a reabertura política do país, quando as empresas começaram a compreender a importância de ser transparentes e estabelecer conexões com a sociedade por meio de canais democráticos.


O que é comunicação organizacional e empresarial?


A palavra "comunicação" vem do latim communicare e significa “dizer, partilhar, repartir, trocar opiniões, tornar comum”. A comunicação empresarial é a prática utilizada pelas empresas para atingir objetivos específicos junto ao público, como aumentar a credibilidade e melhorar a imagem no mercado. Seu principal objetivo é a expansão dos negócios, o aumento dos lucros e o crescimento da organização.


Atualmente, a comunicação empresarial é essencial para a sobrevivência das empresas. Ela desempenha um papel fundamental ao gerar lucro ou benefícios para a organização, seja no âmbito social, de imagem ou financeiro. As iniciativas de comunicação podem ser direcionadas a dois públicos distintos:


  • Público interno: Refere-se aos colaboradores, fornecedores e formadores de opinião dentro da própria empresa. O objetivo aqui é apresentar resultados, solicitar sugestões, incentivar o trabalho em equipe e promover a transparência.

  • Público externo: Engloba a sociedade e os consumidores. Nesse caso, a comunicação deve ser clara e eficaz para transmitir mensagens corretas e promover uma boa imagem do produto ou da marca.


Já a comunicação organizacional se refere à gestão e à otimização dos relacionamentos com os diferentes públicos de uma companhia. Ela abrange consumidores, colaboradores, empresários, acionistas, políticos, entidades de classe e a opinião pública. O principal objetivo é alinhar os interesses da empresa com os dos grupos internos e externos que são impactados pelas suas ações.


1. As dimensões da comunicação organizacional


A comunicação organizacional é apresentada em 3 dimensões: instrumental, estratégica e humana. Entenda melhor o conceito de cada uma delas:


  • Dimensão instrumental: canal ou meio de envio das informações, é feita de maneira direta – sem pesquisa ou análise;

  • Dimensão estratégica: planeja, administra e pensa estrategicamente a comunicação. Seu papel é auxiliar as empresas a perceber ameaças e oportunidades no ambiente;

  • Dimensão humana: tem como maior objetivo o entendimento entre as pessoas. Está voltada para as relações que são construídas e reconstruídas diariamente. É vista como uma via de mão dupla, através do processo de recepção das mensagens.


2. Formas da comunicação organizacional


Esquema da Comunicação Integrada.
Esquema da Comunicação Integrada.

Existem 4 formas de comunicação organizacional: institucional, mercadológica, interna e administrativa. A comunicação interna é aquela que trata do envio de mensagens na própria organização. Já quando se trata da comunicação externa, a prática não possui necessariamente vínculo com o fluxo de mensagens entre posições ou cargos distintos. Ela se relaciona com fornecedores de materiais e parceiros, governo e, especialmente, consumidores.



Os modelos mais utilizados para estabelecer essa tática são a comunicação mercadológica (ações direcionadas aos clientes, com foco no posicionamento de produtos e serviços) e a comunicação institucional (diálogo com a imprensa e com a sociedade).


É imprescindível, no entanto, que ambas as formas de comunicação (interna e externa) operem juntas, para aumentar o senso de competitividade das empresas. Hoje, um trabalho eficiente nesse sentido é feito a partir de técnicas orientadas para audiências distintas. A seguir falaremos destes dois tipos de comunicação:


Comunicação Empresarial Interna


A comunicação interna é um dos pilares fundamentais para a boa gestão e o sucesso organizacional. Voltada para o público diretamente relacionado ao negócio, como funcionários, prestadores de serviços e colaboradores terceirizados, a comunicação interna atua como um instrumento estratégico de gestão. Ela permite transmitir os objetivos e a visão da empresa a todos os responsáveis pelos processos internos, de maneira clara e eficaz, minimizando “ruídos” que possam prejudicar o fluxo de trabalho.


Além disso, a comunicação interna ajuda a melhorar o clima organizacional, viabilizando a adoção de estratégias de endomarketing¹ para motivar e engajar os empregados. Ela fortalece o relacionamento entre todos os membros da equipe e pode ser um poderoso fator de atração e retenção de talentos.


A eficiência da comunicação interna depende do entendimento das necessidades do público atendido, exigindo uma abordagem personalizada para diferentes grupos dentro da organização.


Por exemplo, a comunicação com gestores deve ser feita de forma diferente da comunicação com funcionários operacionais. Em muitas indústrias, um número limitado de colaboradores tem acesso a computadores com internet, o que exige a utilização de canais mais tradicionais, como newsletters internas ou murais físicos, enquanto para outros, como equipes administrativas, ferramentas digitais como e-mails ou plataformas de comunicação online são mais eficazes.


Costumamos observar três categorias de comunicação interna:


  • Ascendente: quando os funcionários transmitem informações importantes para os gestores.

  • Descendente: quando a interação parte dos postos mais altos para os mais baixos, sendo crucial que, neste caso, a comunicação não seja autoritária.

  • Horizontal: quando o fluxo ocorre entre colaboradores no mesmo nível hierárquico.


1. Os Canais de Comunicação Interna


A definição de quais canais de comunicação utilizar depende do perfil do público e da estratégia adotada pela empresa. Abaixo estão alguns dos canais mais comuns e eficazes:


  1. Mural: Um canal acessível a todos os públicos internos, desde as áreas administrativas até as operacionais. Deve ser atualizado periodicamente e instalado em locais de grande circulação, como vestiários ou refeitórios.

  2. Jornal impresso: Popular entre diversos públicos, sua linguagem deve ser simples e ilustrada para atrair o interesse dos colaboradores.

  3. Boletim Informativo: Um canal mais formal, que pode ser impresso ou online, utilizado para compartilhar informações corporativas importantes e conteúdos voltados ao desenvolvimento dos colaboradores.

  4. E-mails: Ferramenta bastante utilizada, mas que pode ter limitações, como o acesso restrito a alguns colaboradores. Para ser eficaz, deve ser enviado por um remetente específico e evitar excessos de mensagens.

  5. Caixa de sugestões: Canal de escuta importante para receber feedbacks, ideias de melhorias e até denúncias, com a garantia de sigilo para os colaboradores.

  6. Reuniões periódicas: Encontros regulares entre gestores e colaboradores para fortalecer a comunicação face a face e gerar resultados importantes.

  7. TV Corporativa ou Mural Digital: Canal de grande alcance e eficácia, permitindo a distribuição de conteúdo em diversas plataformas, como desktops, tablets e smartphones.


2. O que é necessário para ser efetiva?


Para que a comunicação interna seja eficaz, é essencial adotar práticas que garantam clareza, transparência e engajamento entre os colaboradores. A comunicação bem-estruturada não apenas melhora a eficiência dos processos internos, mas também contribui para o fortalecimento da cultura organizacional, criando um ambiente de confiança e colaboração.


A seguir, destacamos os principais elementos que tornam a comunicação interna efetiva e os benefícios que ela traz para a empresa:


  • Clareza e Transparência: É fundamental que as mensagens dentro da empresa sejam claras, objetivas e transparentes. Isso evita mal-entendidos e promove a confiança entre os colaboradores.

  • Abertura ao Feedback: Criar canais de comunicação onde os colaboradores possam expressar suas opiniões, sugestões e preocupações é essencial. O feedback deve ser contínuo, para que a empresa entenda as necessidades e desejos dos funcionários.

  • Comunicação Multicanal: Utilizar diferentes canais, como e-mails, intranet, reuniões, plataformas colaborativas, entre outros, garante que todos os colaboradores tenham acesso às informações necessárias de maneira eficaz.

  • Engajamento e Participação: A comunicação deve ser interativa. Quando os colaboradores sentem que suas opiniões são valorizadas, estão mais propensos a se envolver e a colaborar.

  • Alinhamento de Valores e Metas: A comunicação interna deve estar alinhada com a missão, visão e valores da empresa. Todos os colaboradores precisam compreender o seu papel dentro do negócio e como suas ações contribuem para o sucesso coletivo.


3. Benefícios


Uma comunicação interna eficaz traz benefícios significativos para a empresa, impactando diretamente em sua produtividade, clima organizacional e engajamento dos colaboradores. Ao adotar práticas que garantem clareza e transparência, as empresas podem alcançar um ambiente mais coeso, colaborativo e focado nos resultados.


A seguir, destacamos os principais ganhos que uma comunicação bem-estruturada pode proporcionar à organização:


  • Aumento da Produtividade: Uma comunicação clara reduz ruídos, falhas e retrabalho, o que contribui para a melhoria nos processos e eficiência do trabalho.

  • Melhoria do Clima Organizacional: Uma comunicação transparente e eficiente cria um ambiente de confiança, onde todos se sentem mais integrados e motivados.

  • Engajamento e Retenção de Talentos: Colaboradores engajados têm maior satisfação no trabalho e, portanto, menor índice de rotatividade.

  • Integração entre Setores: A comunicação eficaz ajuda a integrar diferentes áreas da empresa, promovendo colaboração e alinhamento estratégico.


Comunicação Empresarial Externa


A comunicação externa é direcionada à audiência que a organização deseja atrair e engajar. Ela vai além das tradicionais propagandas em veículos de mídia tradicionais e digitais. Na verdade, essa modalidade abrange uma variedade de estratégias e canais que visam divulgar a imagem da empresa, seus valores e ações, como assessoria de imprensa, branding, redes sociais, relações públicas e eventos corporativos, entre outros.


A principal função da comunicação externa é promover a marca, seus produtos ou serviços, e estabelecer uma imagem positiva da organização perante o público externo. Através dessa comunicação, é possível não apenas atrair novos clientes, mas também fortalecer o relacionamento com parceiros, investidores e até mesmo com a sociedade em geral. Isso contribui para a construção de uma reputação sólida e confiável.


Os modelos mais utilizados de comunicação externa incluem:


  • Comunicação Mercadológica: Focada em ações direcionadas aos consumidores, com o objetivo de posicionar produtos e serviços de forma estratégica no mercado. Essa abordagem visa aumentar as vendas e fidelizar clientes, utilizando campanhas publicitárias, promoções e outras táticas de marketing para influenciar o comportamento do consumidor.

  • Comunicação Institucional: Esse modelo envolve o relacionamento com a imprensa, com a sociedade e com outros stakeholders (partes interessadas). Seu foco está no fortalecimento da imagem institucional da empresa, trabalhando o posicionamento da marca de maneira mais ampla e pública. A comunicação institucional inclui atividades como relações públicas, assessoria de imprensa, participação em eventos e patrocínios, com o objetivo de construir uma percepção positiva sobre a organização em um contexto social e empresarial mais amplo.


2. O que é necessário para ser efetiva?


A comunicação externa é fundamental para a construção da imagem da empresa, fortalecimento de sua marca e manutenção de boas relações com o público. Para que seja efetiva, é necessário adotar práticas que garantam consistência, adaptação e transparência, tanto nas mensagens quanto nos canais utilizados.


A seguir, destacamos os principais pontos para uma comunicação externa eficaz, bem como os benefícios que ela pode trazer para a organização:


  • Consistência na Mensagem: As mensagens transmitidas para o público externo devem ser consistentes com a identidade e os valores da empresa. Isso ajuda a criar uma imagem sólida e confiável.

  • Conhecimento do Público-Alvo: A comunicação externa deve ser adaptada aos diferentes públicos da empresa, como consumidores, investidores, parceiros e imprensa. Compreender suas necessidades, desejos e comportamentos é crucial para uma comunicação assertiva.

  • Aproveitamento das Mídias Sociais: As redes sociais são ferramentas poderosas para interagir com o público de maneira mais pessoal e próxima. Elas devem ser utilizadas para compartilhar valores da empresa, novidades, campanhas e se relacionar diretamente com o consumidor.

  • Relacionamento com a Imprensa e Influenciadores: A comunicação externa eficaz também envolve manter um bom relacionamento com a mídia e influenciadores. A assessoria de imprensa, eventos corporativos e parcerias estratégicas podem ampliar o alcance e a credibilidade da marca.

  • Gestão de Crises: Ter uma estratégia para lidar com situações de crise é essencial. A comunicação externa deve ser capaz de responder rapidamente a eventuais problemas, sempre com transparência e respeito pelo público.


3. Os Benefícios


Uma comunicação externa bem executada traz inúmeros benefícios para a empresa, impactando diretamente sua imagem e relação com o mercado. Ao investir em práticas de comunicação eficazes, a organização fortalece sua marca, constrói uma rede sólida de relacionamentos e conquista a confiança dos consumidores, além de melhorar a gestão de sua reputação. Esses resultados não apenas aumentam a visibilidade e credibilidade da empresa, mas também geram novas oportunidades de negócios, contribuindo para seu crescimento sustentável.


A seguir, destacamos os principais ganhos que uma comunicação externa bem planejada pode proporcionar:


  • Fortalecimento da Marca: Uma comunicação externa eficaz contribui para a construção de uma imagem forte e positiva da empresa no mercado.

  • Aumento da Confiança do Consumidor: Quando as empresas são claras, transparentes e autênticas em sua comunicação, elas ganham a confiança dos consumidores, o que pode resultar em maior lealdade e vendas.

  • Expansão da Rede de Relacionamentos: A boa comunicação com parceiros, fornecedores, clientes e imprensa fortalece as relações comerciais e pode gerar novas oportunidades de negócios.

  • Gerenciamento de Reputação: Com uma comunicação bem planejada, é possível criar uma imagem sólida e proteger a reputação da empresa, principalmente em momentos de crise.


A comunicação organizacional na era digital


Com a evolução da comunicação organizacional, ao chegarmos até a era digital, foi fácil entender que o contato entre a empresa e seu público também mudou — está mais próximo e individualizado.


Atualmente, usar a tecnologia como uma ferramenta aliada faz com que as marcas cheguem de maneira mais assertiva ao cumprimento de suas metas. A transformação digital na comunicação organizacional mudou drasticamente a maneira de produzir e veicular mensagens. Há muito tempo, ela deixou de ser destinada a apenas um departamento ou propagada em ações isoladas.


Hoje, é preciso ter uma estratégia de presença digital com foco no engajamento coletivo. Novos canais e públicos se desenvolvem, levando em conta as comunidades virtuais e as diversas redes de relacionamento. Com isso, o ramo corporativo passou a encarar as mídias sociais como uma ferramenta para estreitar os laços com seu público-alvo.


1. Todo mundo tem voz e vez


Essa transformação nos meios permitiu às pessoas sair do papel estático de receptores. Nos tempos atuais, qualquer indivíduo pode consumir, produzir e transmitir informações. Dessa forma, ganha espaço uma narrativa compartilhada e coletiva.


Olhando pelo lado empresarial, isso significa que mudanças são necessárias para realizar o acompanhamento dessa transformação. O consumidor moderno deseja suprir suas lacunas de conhecimento e afetividade. Por isso, uma nova postura deve ser implementada.


O processo para uma comunicação inovadora deve ser interativo e participativo. Assim, o papel das mídias sociais pode ser encarado como um apoio essencial para essa interação. As empresas precisam adotar uma postura de escuta ativa, buscando compreender as necessidades, desejos e expectativas de seu público. Esse modelo colaborativo de comunicação é fundamental para fortalecer o relacionamento com os consumidores.


2. Não dá para ignorar


Apesar de toda a discussão sobre a importância da comunicação digital, há empresas que ainda a vêem somente como uma despesa. É importante aproveitar ao máximo as novas formas de comunicação, a fim de estabelecer vínculos com quem você deseja manter uma conversa proveitosa. Quanto mais ágil e claro for o retorno financeiro da empresa, maiores as chances de atingir positivamente seus colaboradores e clientes, por exemplo.


Ao invés de encarar as redes sociais com desconfiança, uma boa solução é passar a enxergá-las como oportunidades de análise dos hábitos e costumes relacionados ao seu consumidor. Assim, é possível identificar o que ele quer e agir conforme suas perspectivas.


É aí que entra o monitoramento contínuo para acompanhar o que os públicos falam e como se articulam. Num primeiro momento, pode até parecer algo complexo. Mas, com certeza, vale a pena. Além disso, a utilização de ferramentas de automação e análise de dados ajuda a personalizar a comunicação, tornando-a mais assertiva e alinhada com as necessidades específicas de cada público.


3. A importância da personalização da comunicação


Na era digital, os consumidores esperam uma comunicação mais personalizada. Utilizar dados e insights para adaptar mensagens de maneira mais relevante e segmentada pode melhorar o engajamento e a eficácia das campanhas. As empresas precisam adotar ferramentas de CRM e automação de marketing para segmentar seu público de forma eficiente e entregar conteúdos mais direcionados. A personalização contribui para a construção de uma conexão emocional mais forte com a marca, o que pode aumentar a lealdade do cliente.


4. Integração entre canais de comunicação


A comunicação organizacional não deve ocorrer de forma isolada em um único canal. A integração de canais digitais, como e-mail marketing, redes sociais, sites, apps e blogs, garante que a mensagem seja consistente, independente do ponto de contato. Essa integração ajuda a criar uma jornada de comunicação mais coesa e fluida, proporcionando uma experiência contínua e sem fricções para o público.


5. A ética na comunicação digital


Com o aumento da digitalização, surgem questões éticas importantes, como a privacidade dos dados dos consumidores, o uso de informações sensíveis e a transparência nas práticas de marketing. As empresas precisam garantir que sua comunicação seja ética e que respeite a privacidade de seus públicos. Transparência nas práticas de coleta de dados e a criação de políticas de privacidade claras são essenciais para manter a confiança e a reputação da marca.


6. O impacto das tecnologias emergentes


As novas tecnologias, como inteligência artificial, chatbots e realidade aumentada, estão transformando a forma como as empresas se comunicam com seus públicos. Essas tecnologias não apenas melhoram a eficiência, mas também criam novas formas de interação mais imersivas e envolventes. O uso de chatbots para atendimento ao cliente e assistentes virtuais para personalizar a experiência de compra são exemplos de como a tecnologia pode ser integrada à comunicação organizacional para promover um maior engajamento.


7. Gestão de crises e comunicação digital


Em tempos de crise, a comunicação digital desempenha um papel crucial. As empresas precisam ser rápidas e eficazes na forma como se comunicam em ambientes digitais para gerenciar crises, esclarecer mal-entendidos ou responder a críticas nas redes sociais. Um plano de comunicação de crise digital bem estruturado, que envolva as equipes de marketing, comunicação e atendimento ao cliente, é fundamental para minimizar os danos à reputação da marca e restabelecer a confiança com o público.


Desafios e perspectivas para a comunicação organizacional


A comunicação organizacional, assim como os métodos que a sustentam, vem passando por mudanças rápidas e profundas. Muitas vezes, essas transformações acontecem em uma velocidade superior à capacidade das instituições de acompanhar. O que era inovador há 10 anos já não tem a mesma relevância nos dias de hoje, o que representa um grande desafio para as empresas.


Entre os desafios mais comuns está a questão das falhas de comunicação, que podem ser causadas tanto pelo excesso quanto pela ausência de informações, pela sobrecarga de trabalho, distorções nas mensagens e até pela ansiedade. Tais falhas podem ser prejudiciais e, por isso, é essencial que as organizações busquem formas de evitá-las.


Uma comunicação eficaz, que incentive o compartilhamento de ideias em todos os níveis, é um ótimo ponto de partida. Ao focar na clareza do emissor e receptor e valorizar a coletividade, as empresas podem minimizar os erros e promover um ambiente mais colaborativo e transparente.


1. A vez da ética


Um desafio crescente trazido pela tecnologia diz respeito à ética na comunicação. As organizações precisam ser transparentes em suas ações, mas, frequentemente, falta integridade na forma como se comunicam. Exemplos disso incluem a omissão de informações, como dados sobre impacto ambiental ou a desonestidade em relação às habilidades de um colaborador, como o domínio de um idioma.


Por isso, é fundamental que as empresas reavaliem sua postura ética e adotem uma comunicação mais honesta e aberta, especialmente diante dos consumidores e da sociedade. A transparência precisa estar no centro das interações, criando uma cultura de confiança e respeito.


2. Perspectivas para o futuro


Dado o cenário de mudanças constantes, o melhor caminho é estar preparado para o futuro. As empresas precisam estar abertas a adotar novas formas e métodos de comunicação. As novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA) e big data, têm transformado a maneira como as empresas se comunicam, permitindo insights mais precisos sobre comportamentos e preferências, além de possibilitar a personalização da comunicação de forma mais assertiva e eficiente.


O formato audiovisual, que tem ganhado força devido ao seu apelo dinâmico e envolvente, é um dos recursos mais destacados na atualidade. Exemplos como a TV Corporativa podem ser úteis para alinhar os objetivos estratégicos, integrar colaboradores e fortalecer a comunicação interna de maneira interativa.


Outro ponto importante é o papel cada vez mais estratégico do comunicador dentro das empresas. Ele deve estar atento às tendências do mercado e aplicar essas novidades de acordo com as necessidades e aceitação do consumidor. A comunicação também se torna mais centrada no feedback contínuo — tanto de clientes quanto de colaboradores — o que acelera o processo de inovação e permite uma adaptação rápida a mudanças no mercado e dentro da própria organização.


3. O impacto das mídias sociais


Além disso, as mídias sociais desempenham um papel significativo não apenas na comunicação externa, mas também na construção da imagem corporativa. As empresas devem estar cientes de como suas ações e interações online são percebidas pelo público. As redes sociais não são apenas ferramentas de promoção; elas são vitais para o fortalecimento da identidade, valores e cultura organizacional. A comunicação através dessas plataformas deve ser transparente, autêntica e interativa para criar uma conexão genuína com os consumidores.


4. Comunicação inclusiva


Em um mundo globalizado e cada vez mais diverso, a comunicação inclusiva se torna um aspecto crucial. Organizações precisam adotar uma abordagem mais sensível e acessível, levando em consideração a diversidade cultural, linguística e as diferentes necessidades de seus públicos. Isso inclui práticas de acessibilidade, comunicação em múltiplos idiomas e um respeito mais profundo pelas diferenças, o que contribui para uma cultura organizacional mais justa e equilibrada.


Conclusão


A comunicação organizacional evoluiu de uma simples transmissão de informações para uma função essencial e estratégica dentro das empresas: conectar e estabelecer um diálogo eficiente entre todos os níveis da organização. Ela deixou de ser uma via de mão única e passou a ser um canal interativo, onde a troca de informações, ideias e feedbacks é constante e bidirecional.


Chegamos a uma era em que os colaboradores não só esperam, mas também desejam ter suas ideias e necessidades ouvidas. A comunicação deve ser ágil, motivadora e adaptada aos meios e ferramentas que fazem parte do seu cotidiano, como plataformas digitais, redes sociais internas e aplicativos colaborativos. Nesse contexto, o uso da tecnologia desempenha um papel fundamental ao possibilitar maior integração e rapidez nas interações.


O grande desafio que as empresas enfrentam é manter-se abertas às transformações necessárias para acompanhar as novas dinâmicas de comunicação. A implementação de mudanças deve ser vista não apenas como uma opção, mas como uma necessidade. Caso contrário, as marcas correm o risco de se distanciar do mercado e de seus públicos, perdendo relevância e espaço competitivo.


A RHEIS Consulting, oferece ferramentas avançadas de análise que ajudam as empresas a compreender como suas equipes se comunicam, quais palavras geram impacto positivo ou negativo, e como melhorar as interações dentro dos diferentes departamentos. Com isso, buscamos otimizar o fluxo de informações e promover uma comunicação mais eficiente, alinhada às necessidades e desafios do mercado contemporâneo.



 

¹Endomarketing é uma estratégia de marketing institucional voltada para ações internas na empresa. É também chamado de Marketing Interno e visa melhorar imagem da empresa entre os seus colaboradores, culminando em uma equipe motivada e reduzindo o turnover.


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