Planejamento Estratégico: Entenda os Três Níveis Fundamentais
- RHEIS Consulting
- 12 de jun. de 2024
- 13 min de leitura
Atualizado: 25 de mar.
As organizações de sucesso têm um ponto em comum: o bom planejamento estratégico. Afinal, para conquistar resultados e alcançar as metas desejadas, é preciso definir estratégias coerentes, alinhar objetivos e estruturar planos de ação viáveis para o negócio.
Neste artigo, você vai conhecer os três níveis do planejamento: estratégico, tático e operacional.
Vamos definir o propósito de cada um, explicar sua importância e mostrar como grandes empresas se beneficiaram com sua aplicação adequada, além de abordar os erros mais comuns associados às práticas.
Também, vamos entender como as tecnologias e inovações impactam a abordagem do planejamento estratégico nas empresas.
Definição de Planejamento Estratégico
Antes de darmos prosseguimento, precisa-se entender o que é Planejamento Estratégico. Para entender a definição, é importante entender também a composição das suas partes:
Planejamento é o processo de definir metas, desenvolver estratégias e delinear tarefas e cronogramas para alcançar essas metas. Ele transforma visões em ações concretas, assegurando que recursos sejam alocados de forma eficiente para atingir objetivos específicos.
Estratégia envolve estabelecer um direcionamento de longo prazo para a empresa, escolhendo as abordagens mais eficazes para superar desafios e aproveitar oportunidades. Trata-se de como a empresa posiciona-se no mercado e como ela responde às mudanças no ambiente competitivo.
Planejamento Estratégico é o processo de definição de direcionamento de médio e longo prazo. Imagine-o como um roteiro detalhado que orienta a empresa em direção ao seu futuro desejado. Ele é composto de estratégias, táticas e planos de ação que visam alcançar os objetivos, considerando tanto fatores internos quanto externos
A palavra “estratégia” tem suas raízes no termo grego “strategos”, que se refere à arte de liderar tropas ou, mais genericamente, ao comando militar. O termo é composto por “stratos” (exército) e “agein” (liderar, guiar), refletindo originalmente a habilidade e o planejamento envolvidos em operações militares e na liderança de exércitos.
Com o tempo, o conceito de estratégia evoluiu para incluir técnicas e métodos de planejamento usados em vários contextos, incluindo negócios, esportes e outros campos, sempre com foco em definir a melhor maneira de alcançar objetivos específicos e superar desafios.
Os Três Níveis de planejamento
Esses são os três níveis do planejamento que atuam de forma interdependente e trabalham em sintonia para garantir o sucesso da organização a curto, médio e longo prazo: Estratégico, tático e operacional.
1. Planejamento Estratégico
Quando todos os níveis estão alinhados, a empresa tem mais chances de alcançar resultados consistentes e uma rotina de trabalho leve. Para simplificar a compreensão dos conceitos, que tal conhecer os detalhes e as aplicações de cada um?
O planejamento estratégico pode ser considerado o nível mais alto entre os três, pois envolve definições que impactam a empresa na sua totalidade. Seu principal objetivo é responder às perguntas: “onde estamos?” e “para onde queremos ir?”.
O nível estratégico é responsável pelo direcionamento geral da empresa.
Por isso, ele se relaciona com as diretrizes gerais da organização, como visão, missão e metas de longo prazo, bem como as estratégias-chave para chegar lá. Também, é no nível estratégico que consideramos os fatores externos e internos, como análise do mercado, concorrência, recursos disponíveis e competências da organização.
Esse tipo de planejamento prevê qual será a direção que a empresa irá seguir por um bom tempo, além de orientar todas as decisões da liderança e de seus representantes durante o período.
Um exemplo para você entender melhor: uma empresa de tecnologia identifica oportunidades de crescimento no mercado internacional. Então, ela estabelece como visão “tornar-se uma das principais marcas de dispositivos eletrônicos do mundo”. Assim, define objetivos de longo prazo, como aumentar a participação do mercado e expandir as operações para cinco novos países.
2. Planejamento Tático
O planejamento tático se relaciona à implementação de tudo o que foi definido no nível estratégico. Ou seja, é aqui que as metas se transformam em ações concretas e executáveis. Sendo assim, o principal propósito do nível tático é responder à pergunta: “como vamos alcançar nossos objetivos estratégicos?”.
O nível tático traduz o direcionamento geral em ações específicas.
Para isso, estabelecemos planos de ação a médio prazo, identificando as atividades necessárias e designando responsabilidades para cada departamento ou equipe da empresa. É o nível tático que vai coordenar as diferentes áreas para que, juntas, alcancem os direcionamentos gerais da empresa.
Exemplo: com o planejamento estratégico definido, o marketing da empresa de tecnologia desenvolve um plano tático para alcançar a expansão internacional. Eles identificam os países de destino com base em pesquisas de mercado e desenvolvem estratégias específicas para cada um. Em paralelo, o departamento de produção elabora um plano tático para aumentar a produção em 30%, garantindo que a empresa tenha capacidade para atender a crescente demanda nos novos mercados.
3. Planejamento Operacional
O planejamento operacional trabalha nas atividades diárias da organização e se concentra em responder à pergunta: “como vamos executar nossas metas e planos táticos?”. Assim, ele deve respeitar e refletir as diretrizes já estabelecidas nos níveis anteriores.
No nível operacional, as ações específicas são convertidas em tarefas diárias, assegurando sua execução eficiente
Sua natureza é de curto prazo e fornece instruções práticas sobre como as tarefas devem ser executadas. Isso inclui definições de prazos, alocação de recursos e monitoramento do progresso de cada atividade, a fim de conquistar eficiência e qualidade nas operações.
Além disso, o nível operacional envolve a resolução de problemas do dia a dia. Sendo assim, a gestão deve estar preparada para lidar com imprevistos, tomar decisões rápidas e garantir que as operações continuem em andamento.
Exemplo: com as definições táticas, o planejamento operacional entra em cena para garantir a execução das atividades diárias. As equipes de vendas da empresa de tecnologia começam a atender os clientes internacionais, oferecendo suporte e garantindo sua satisfação nas compras. No departamento de produção, a equipe gerencia a demanda crescente. Eles acompanham o estoque de matérias-primas, monitoram a eficiência da linha de montagem e implementam melhorias contínuas nos processos produtivos.
Importância dos níveis de planejamento
Já vimos que é indispensável alinhar os 3 níveis do planejamento, o estratégico, o tático e o operacional para tomar decisões informadas. Afinal, cada um cumpre seu papel para garantir ações alinhadas às metas organizacionais e fomentar o crescimento da empresa.
A importância do nível estratégico, por exemplo, está em oferecer um destino para a organização e evitar que ela fique sem rumo ou até mesmo estagnada. Dessa forma, é possível focar os esforços da equipe, melhorar o desempenho e qualificar as decisões tomadas, além de se adaptar às mudanças no ambiente de negócios.
Já a relevância do planejamento tático está em implementar, da melhor forma possível, as estratégias pré-estabelecidas. Isso inclui evitar o desperdício de recursos, distribuir bem as responsabilidades e garantir o alinhamento entre os times.
O planejamento operacional, por sua vez, mantém a atenção em todas as atividades diárias da empresa. Logo, sua importância é bem mais prática, como evitar atrasos na produção, custos excessivos nas operações e insatisfação dos clientes.
Os seis passos do Planejamento Estratégico
Os 6 passos do Planejamento Estratégico são fundamentais para estabelecer um direcionamento claro, estruturado e alinhado aos objetivos organizacionais. Vamos detalhar cada um deles:
1. O que eu quero e onde quero chegar:
Este passo consiste em definir a visão, missão e os objetivos estratégicos da organização. É essencial responder:
Qual é o propósito da empresa? Defina o motivo pelo qual a empresa existe e o impacto que deseja gerar no mercado ou na sociedade. O propósito deve guiar todas as ações e decisões estratégicas.
Quais metas de curto, médio e longo prazo precisam ser atingidas? Curto prazo: Resultados imediatos ou até um ano. Médio prazo: Metas alcançáveis entre 1 e 3 anos. Longo prazo: Resultados estratégicos acima de 3 anos
Como a empresa quer ser percebida no mercado? Determine a imagem que a empresa deseja projetar para clientes, parceiros e concorrentes, como inovação, confiabilidade ou liderança.
Um objetivo bem definido deve ser SMART.
2. Como? Quais as iniciativas-chave que eu preciso implementar
Aqui são identificadas as estratégias e projetos prioritários que levarão ao alcance dos objetivos.
Mapear iniciativas essenciais: Como melhorar produtos, adotar novas tecnologias ou expandir mercados.
Desenvolver planos de ação detalhados: Quais etapas serão realizadas e quem será responsável por cada atividade.
Monitorar métricas e KPIs: Garantir o acompanhamento dos resultados.
3. Competências necessárias - Técnicas e Comportamentais:
O foco está em identificar as habilidades e comportamentos indispensáveis para o sucesso do planejamento.
Técnicas: Conhecimentos específicos, como habilidades em finanças, tecnologia ou marketing.
Comportamentais: Capacidades como liderança, trabalho em equipe, inovação e resolução de problemas.
4. O modelo pelo qual as competências se relacionam no negócio:
Este passo envolve criar um organograma funcional e entender como as competências se distribuem entre os colaboradores.
Identificar funções necessárias que suportem as estratégias, como analistas de dados, gestores ou desenvolvedores.
Garantir sinergia entre os times: Estabelecendo processos colaborativos e funções complementares.
5. Quando? Qual a priorização das atividades da empresa e por que foi tomada esta decisão:
Neste passo, define-se o cronograma de implementação com base em prioridades e impacto no negócio.
Análise de prioridade: Quais ações geram mais impacto a curto prazo ou são essenciais para desbloquear outras atividades.
Decisões informadas: Basear-se em dados e análises de mercado para priorizar atividades alinhadas aos objetivos.
Criar fases de execução: Ex.: Fase 1 – Otimização de processos; Fase 2 – Lançamento de novos produtos.
6. Quanto? Quais recursos financeiros necessários para fazer acontecer o planejamento estratégico:
Por fim, é necessário definir o orçamento e a viabilidade financeira do planejamento estratégico.
Estimar os custos de cada iniciativa: Treinamentos, aquisição de tecnologias, contratação de equipes, etc.
Alinhar os recursos disponíveis: Caixa, investimentos ou parcerias.
Criar reservas para riscos e imprevistos.
Defina os Indicadores, Métricas e Metas do seu Planejamento Estratégico
Indicadores, Métricas e Metas são componentes essenciais no processo de gestão estratégica e ajudam a acompanhar e medir o desempenho de uma organização. Embora sejam interrelacionados, cada um tem um papel distinto.
1. Indicadores
São medidas que refletem o desempenho de um processo ou atividade. Eles ajudam a monitorar a eficácia e a eficiência de ações e estratégias.
Exemplo: Taxa de retenção de clientes, satisfação do cliente, margem de lucro.
Objetivo: Oferecer uma visão clara do andamento de processos e resultados.
Tipos de Indicadores que podem ser monitorados:
Indicadores Quantitativos: Aqueles que são determinados por um número. Focam no “o que”.
Indicadores Qualitativos: Tipicamente são características associadas a um processo ou decisão de negócios. Focam no “por quê” e não no “como”.
Indicadores de Processos: São utilizados para medir o ritmo e eficiência (produtividade) de um processo repetitivo.
Indicadores de Tendência: São utilizados para “prever” ou antecipar o resultado de uma mudança e confirmar tendências de longo prazo.
Indicadores de Entrada: São utilizados para medir recursos ao longo do tempo. Servem para medir a eficiência de recursos e a eficácia de utilização.
Indicadores de Saída: Os mais comuns, mostram o resultado de uma atividade. Medem a consequência e não a causa.
Indicadores Práticos: Mostram o impacto de processos específicos da sua organização e exploram seus efeitos na mesma.
Indicadores Históricos: Aqueles que apontam para performance passada e buscam mostrar a efetividade das ações tomadas.
Indicadores de Ação: Medem e refletem o compromisso da organização em efetivamente implementar ações de mudança.
Indicadores Financeiros: São utilizados para medir estabilidade econômica, crescimento e sustentabilidade de negócios, além da performance geral.
Indicadores Direcionais: São utilizados para comparar a evolução ao longo do tempo dentro do negócio ou para comparar a sua evolução contra benchmarks de mercado.
2. Métricas
São dados quantitativos específicos utilizados para medir o desempenho de um indicador. As métricas fornecem uma base numérica para a análise de um indicador.
Exemplo: Número de novos clientes adquiridos no mês, tempo médio de resposta ao cliente.
Objetivo: Ajudar a detalhar o comportamento dos indicadores, facilitando a avaliação de performance.
3. Metas
São os objetivos específicos e mensuráveis que uma organização deseja alcançar em determinado período. Elas devem ser desafiadoras, mas alcançáveis, e sempre vinculadas a indicadores e métricas.
Exemplo: Aumentar a taxa de retenção de clientes em 15% nos próximos 6 meses.
Objetivo: Estabelecer objetivos claros e prazos definidos para guiar as ações estratégicas.
Quais ferramentas posso utilizar para Planejamento Estratégico
A ordem da aplicação das ferramentas no planejamento estratégico varia conforme a abordagem adotada, mas geralmente segue um processo sequencial que ajuda a estruturar e alinhar as ações. Aqui está uma sugestão de sequência comum para a aplicação das ferramentas:
1. Análise Ambiental (Análise Externa e Interna)
Ferramentas: Análise SWOT, PESTEL, 5 Forças de Porter, Análise de Concorrência.
Objetivo: Avaliar os fatores internos e externos que impactam a organização, identificando pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças, além de compreender o contexto do mercado.
2. Definição de Missão, Visão e Valores
Ferramentas: Definição de Missão, Visão e Valores.
Objetivo: Estabelecer a base estratégica que orientará todas as ações da organização, garantindo alinhamento com o propósito de longo prazo.
3. Formulação de Objetivos Estratégicos
Ferramentas: Análise SWOT, Matriz de Ansoff, Objetivos SMART.
Objetivo: Estabelecer objetivos claros e mensuráveis, alinhados com a missão e visão, e identificar as estratégias necessárias para atingi-los.
4. Desenvolvimento de Estratégias
Ferramentas: Matriz BCG, Matriz de SWOT, 5W2H, Estratégias de Crescimento (Ex.: Penetração de Mercado, Desenvolvimento de Produto).
Objetivo: Criar e selecionar as estratégias que ajudarão a organização a alcançar seus objetivos, com base nas análises feitas nas etapas anteriores.
5. Plano de Ação (Implementação)
Ferramentas: 5W2H, Plano de Ação, Matriz de Gantt.
Objetivo: Definir as ações práticas que precisam ser realizadas, os responsáveis, prazos e recursos necessários para a execução das estratégias.
6. Acompanhamento e Avaliação
Ferramentas: KPIs (Indicadores de Desempenho), Balanced Scorecard, Matriz de Prioridades, Dashboard de Monitoramento.
Objetivo: Acompanhar o progresso das ações implementadas, medir o desempenho e ajustar a estratégia conforme necessário para garantir que os objetivos sejam alcançados.
7. Revisão e Ajustes
Ferramentas: Análise de Desempenho, Análise de Resultados, Revisão de Estratégias.
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos e fazer ajustes nas estratégias e no planejamento, com base nos indicadores e métricas de desempenho.
Qual tecnologia utilizar para a Gestão do Planejamento Estratégico?
Felizmente, a forma como é feito o planejamento dos níveis estratégico, tático e operacional passa por transformações. O motivo está no impacto da tecnologia que, inclusive, é muito positivo para as organizações que buscam o sucesso orgânico e contínuo.
Com o auxílio dos softwares e soluções tecnológicas certas, é possível contar com dados em tempo real e ferramentas de análise avançadas. Assim, a empresa pode aproveitar insights valiosos e precisos sobre o mercado, seus concorrentes e os clientes da organização.
Isso facilita a identificação de oportunidades e a formulação de estratégias mais coerentes com a realidade da empresa. Ainda, a tecnologia pode simplificar a coordenação e o alinhamento entre os diferentes níveis de planejamento.
Da mesma maneira, as equipes podem compartilhar informações com mais facilidade, colaborar remotamente e acompanhar o progresso dos planos em tempo real. A adoção tecnológica traz mais agilidade para as ações da empresa e aumenta a capacidade de adaptação às mudanças do mercado.
Para acompanhamento e gestão estratégica da sua empresa, indicamos o STRATWs One Scoreplan e a Scopi, duas principais plataformas de planejamento estratégico e orçamentário do mercado.
Stratws One
O STRATWs One é um software de gestão corporativa que auxilia empresas na tomada de decisões estratégicas, acompanhamento de metas e análise de desempenho. Ele permite monitoramento de indicadores (KPIs), gestão de tarefas e alinhamento de equipes para melhorar a produtividade e eficiência operacional.
A plataforma oferece dashboards personalizáveis, integração com outros sistemas e ferramentas para gestão de projetos, reuniões e feedback contínuo. Seu foco é transformar dados em insights estratégicos para otimizar a performance organizacional.
Scoreplan
O Scoreplan é uma solução de planejamento estratégico e gestão de desempenho que transforma metas em resultados concretos. Com monitoramento de indicadores, gestão de projetos e relatórios dinâmicos, a plataforma facilita a tomada de decisões baseadas em dados, promovendo uma gestão alinhada e eficiente.
Seu diferencial é o Sage IA, uma inteligência artificial que analisa dados em tempo real, identifica tendências e oferece insights estratégicos personalizados. Essa tecnologia auxilia gestores na previsão de cenários, identificação de riscos e priorização de iniciativas, tornando a gestão mais ágil e assertiva.
Scopi
Scopi é uma plataforma de gestão estratégica completa que integra planejamento, execução e monitoramento em um único ambiente. Ideal para empresas de qualquer porte, ela facilita a definição de metas, o acompanhamento de indicadores e a gestão de projetos, promovendo alinhamento e foco em resultados.
Com uma interface intuitiva e recursos como mapas estratégicos, painéis de controle e relatórios dinâmicos, Scopi transforma a gestão empresarial em um processo simples e eficaz. É a solução certa para organizações que buscam profissionalizar sua estratégia e alcançar resultados de forma sustentável e colaborativa.
Erros mais comuns na execução do Planejamento Estratégico
Independente do nível abordado, existem alguns mitos quando o assunto é planejamento estratégico. Por isso, é essencial conhecer os erros mais comuns e evitá-los, a fim de garantir a eficiência do conceito em sua aplicação. Confira!
Planejamento estratégico estático: um dos mitos mais comuns é considerar o planejamento estratégico como evento único e imutável. Pelo contrário, ele é um processo contínuo, que necessita de revisão e adaptações constantes às mudanças no ambiente de negócios. Por isso, o mais indicado é estar sempre pronto para ajustar suas estratégias à medida que surgem novas oportunidades ou ameaças.
Planejamento estratégico apenas para a gestão: o planejamento estratégico não é uma responsabilidade exclusiva da liderança. Ele deve envolver a colaboração de diferentes níveis hierárquicos e áreas da empresa. Afinal, todos podem contribuir com ideias valiosas para as estratégias da organização.
Falta de alinhamento entre os níveis: um erro muito comum é a falta de alinhamento entre o planejamento tático e o estratégico. Sem essa sintonia, a empresa pode enfrentar a falta de coordenação em suas ações, o desperdício de recursos e a falta de foco.
Falta de comunicação e compartilhamento de informações: a comunicação inadequada entre os times pode gerar falhas na implementação do planejamento tático. Assim, é essencial comunicar as metas e os objetivos de forma clara a todos os envolvidos. Além disso, compartilhar informações relevantes é fundamental para garantir uma implementação eficiente e eficaz.
Falta de monitoramento e controle: o nível operacional precisa de controle para garantir atividades diárias bem executadas. Até porque, sem um acompanhamento constante é mais difícil identificar desvios, corrigir problemas e garantir a qualidade das operações. Os indicadores-chave podem ser ótimos mecanismos para resolver esse problema.
Ausência de flexibilidade e adaptação: outro erro comum é não deixar o planejamento operacional flexível o suficiente para lidar com imprevistos e mudanças. Essa falta de adaptação pode gerar atrasos, problemas de qualidade e perda de oportunidades. Portanto, as empresas devem estar preparadas para ajustar suas operações conforme as demandas e condições do mercado.
Conclusão
O planejamento estratégico é uma ferramenta fundamental para o sucesso de qualquer organização, proporcionando direção e foco ao alinhar objetivos e recursos de forma eficaz. Através de seus diferentes níveis – estratégico, tático e operacional – é possível assegurar que as metas de longo prazo sejam atingidas por meio de ações específicas, bem estruturadas e monitoradas de perto.
Cada definição e guia dentro do processo de planejamento estratégico, desde a análise do ambiente até a execução das iniciativas, oferece um caminho claro para a empresa navegar em um cenário competitivo e dinâmico. A utilização de ferramentas como indicadores, metas e métricas permite que os líderes organizacionais acompanhem e ajustem as estratégias conforme necessário, garantindo resultados sustentáveis.
Em suma, o planejamento estratégico não é um processo estático, mas sim uma prática contínua de avaliação e adaptação. Organizações que adotam um planejamento bem estruturado, com uma visão clara e uma execução disciplinada, estão mais preparadas para enfrentar desafios e aproveitar as oportunidades que surgem em seu caminho.
Sugestão de Livros:
Planejamento Estratégico Para Pequenas Empresas (Arnaldo Rosa de Andrade);
Visão e Ação Estratégica (Idalberto Chiavenato, Franscisco Gomes de Matos);
Planejamento Estratégico (Idalberto Chiavenato, Arão Sapiro);
Apaixone-se pelo problema, não pela solução (Uri Levine);
Planejamento Estratégico (Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira);
A arte da estratégia (Avinash K. Dixit, Barry J. Nalebuff);
Lições de estratégia (10 leituras essenciais - HBR): Os melhores artigos da Harvard Business Review para criar vantagens competitivas e se destacar da concorrência (Harvard Business Review);
Strategy Beyond the Hockey Stick: People, Probabilities, and Big Moves to Beat the Odds - Edição Inglês (Chris Bradley, Martin Hirt, Sven Smit).
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