O que é Coaching: O Caminho para o Desenvolvimento Pessoal e Profissional
- RHEIS Consulting
- 9 de fev. de 2019
- 11 min de leitura
Atualizado: 28 de jan.
O termo coaching vem do esporte, cuja a tradução livre é treinamento, e quem aplica o método é denominado de coach (treinador). Por volta de 1950, o termo passou a ser empregado para desenvolvimento pessoal na busca de melhorias contínuas e na década de 1960, o modelo de coaching aplicado nos esportes passou a ser adotado pelo mundo dos negócios, facilitando processos com pessoas e/ou organizações para conquistar metas ou objetivos. O aprendiz ou cliente que está passando pelo processo é denominado coachee.
O coaching ao integrar-se ao mundo corporativo, desvinculou-se do seu significado de treinamento, ou seja, coaching não é treinamento.
Coaching é uma relação de parceria que revela e liberta o potencial das pessoas de maximizar o desempenho delas. É ajudá-las a aprender ao invés de ensinar algo a elas. (Timothy Gallwey)
O processo de coaching não é mentoria, não é consultoria e nem psicoterapia - é uma técnica eficaz para levar uma pessoa ao encontro do seu objetivo, com estratégia, planejamento, clareza de objetivos e de forma mensurável, tem foco nas soluções e orientadas no resultado em vez de orientadas no problema - projeção daqui pra frente e não no passado. O coaching é uma metodologia que busca conduzir a pessoa para achar as respostas dentro dela mesma, baseado em todas as experiências que ela vivenciou.
O Coaching é o processo pelo qual o coach e o cliente formam uma parceria para identificar e alcançar as metas do cliente. Essa parceria gera a sinergia e o momentum que o cliente necessita para se superar. A essência do Coaching é o trabalho com metas e o desenvolvimento de competências para alcançá-las. O Coaching focaliza possibilidades futuras, não erros passados. O Coaching consiste em liberar o potencial de uma pessoa para incrementar ao máximo o se desempenho. Consiste em ajudar-lhe a aprender em vez de lhe ensinar. (John Whitmore)
O coaching é um processo que apoia pessoas e times a desempenharem o melhor de suas habilidades. Envolve eliciar a força das pessoas, ajudá-las a passar por barreiras, limites e facilitar que funcionem mais efetivamente como membros de uma equipe.
Historicamente, o coaching vem se focando em melhorar a performance de um comportamento específico. Isso envolve promover o desenvolvimento de competência comportamental através de uma cuidadosa observação e feedback.
Um coach capacitado raramente sugere ou prescreve soluções. (John Whitmore)
Nos últimos anos, a noção de coaching tem sido mais generalizada e com significado expandido. Coaching pessoal, executivo ou de vida provê suporte para diferentes níveis: comportamento, capacidades, crenças, valores, identidades e espiritual. Esta influência veio principalmente de Robert Dilts; trainer, consultor e um dos expoentes da Programação Neurolinguistica (PNL).
Timothy Gallwey, o precursor do Coaching
No início da década de 70, o treinador de tênis Timothy (Tim) Gallwey (ex-tenista profissional capitão de Harvard) publicou o livro “O Jogo Interior de Tênis - "O jogo interior do Tênis" - The Inner Game of Tennis, com mais de um milhão de cópias impressas. Além dos esportes, seus métodos de treinamento foram aplicados aos campos de negócios, saúde e educação.” com seus estudos sobre comportamento e desenvolvimento humano, idealizando uma nova forma de praticar o jogo de tênis. É considerado por muitos como o “pai do coaching”.
Percebeu que para vencer não bastava dominar as técnicas do jogo. Foi preciso conhecer e dominar suas emoções, sentimentos, medos, limitações. Afinal, saber jogar seu próprio jogo interno.
O jogo interno desta forma baseia-se em certos princípios em que um indivíduo usa observações sem julgamento de variáveis críticas. Acima de tudo, tendo como objetivo de ser precisas sobre essas observações.
Como resultado se as observações forem precisas, o corpo da pessoa irá ajustar e corrigir automaticamente para alcançar o melhor desempenho. Desta forma, Tim Gallwey foi um dos primeiros a demonstrar um método abrangente de coaching que poderia ser aplicado em muitas situações. Encontrou-se palestrando com mais freqüência para líderes empresariais nos EUA do que para pessoas esportivas.
Por fim, Gallwey, destaca em suas obras, a seguinte teoria:
“O jogo interno ocorre dentro da mente, e é jogado contra tais obstáculos como o medo, a insegurança, lapsos de concentração e que limitam conceitos ou suposições. O jogo interno é jogado para superar os obstáculos autoimpostos, que impedem uma pessoa ou equipe de acessar o seu potencial.” (Tim Gallwey)
O coaching na empresa: Porque adotar em seu negócio?
O coaching na empresa pode ser aplicado de diferentes maneiras. Uma delas, por exemplo, é para o desenvolvimento de lideres e treinamento e desenvolvimento de colaboradores, o que gera melhores taxas de retenção e atração de talentos. No entanto, o profissional de coaching na empresa pode ser usado também para a motivação e até mesmo para gerar o autoconhecimento em todos, o que pode promover melhores índices de desenvolvimento na organização.
Para que você entenda na prática o quanto um coaching na empresa pode ser benéfico para todos os envolvidos, preparamos este post. Acompanhe-nos ao longo desta leitura e entenda como o coaching na empresa pode ser um interessante diferencial!
Dentro desse contexto de aprendizado e do desenvolvimento contínuo de capacidades e habilidades, o coaching na empresa tem como objetivo a observação e avaliação de desempenho dos profissionais e dos processos produtivos. A partir desse diagnóstico inicial, o coach:
identifica os pontos fortes e pontos de melhorias dos colaboradores e dos processos;
cria feedbacks construtivos para que cada indivíduo alcance melhores resultados e melhore gradualmente.
No entanto, essa é apenas uma das partes que compõe o trabalho do coaching na empresa!
Qual é o processo de trabalho do coaching na empresa?
Em um trabalho coletivo com os participantes, o coach tem uma metodologia pautada nas etapas que veremos logo a seguir!
1. Objetivos
Conforme destacamos, acima, o coaching na empresa tem início a partir da identificação dos objetivos propostos — em uma ideia que pode ser definida em coletivo entre o RH e a liderança da empresa. Assim, o especialista tem em mãos todos os elementos para refletir sobre a melhor estratégia a ser aplicada. Bem como as técnicas e ferramentas que vão nortear à realização de um projeto bem-sucedido.
2. Plano de ação
Com um norte definido para o coaching na empresa, é hora de definir o plano de ação. Aqui, a ideia consiste em estabelecer as metas da empresa e também o percurso estratégico a ser trilhado — seja individual ou coletivamente —, para que o problema identificado seja resolvido e garanta os resultados esperados.
3. Outras estratégias
O coaching na empresa pode apontar uma série de outros pontos de interesse a serem desenvolvidos. Alguns deles, que já havíamos destacado, mas que devem ser reforçados, como:
desenvolvimento de liderança, o que se reflete na qualificação e capacitação dos colaboradores. Assim, a empresa reduz os custos para atrair novos talentos, e retém o seu capital humano;
autoconhecimento, que são ações pontuais para que as próprias pessoas diagnostiquem os seus pontos fortes e de melhorias. Para uma empresa, isso se traduz em uma capacitação significativa para que o trabalho permaneça em constante evolução;
comunicação eficiente, algo elementar para ações internas, externas e também para o crescimento pessoal e profissional;
trabalho em equipe, que oferece à empresa os meios necessários para construir (e manter) um ambiente de trabalho produtivo, colaborativo e harmonioso;
cultura do feedback, que se inicia com o retorno do coach e, posteriormente, vai ser trabalhado por meio das avaliações de desempenho desenhadas pelo setor de RH.
E então, conseguiu identificar alguns pontos cruciais que o coaching na empresa poderia definir como modelo de trabalho na sua organização? Vale observar, nesse sentido, a participação destacada do setor de RH nesse processo.
Leia também: Coaching como aliado ao RH.
Além do trabalho e dos aspectos pontuais citados no último tópico, o coaching na empresa também pode ser aplicado em outras situações, como:
processo de contratação de novos funcionários;
melhorias gerais nos índices de desempenho dos seus profissionais;
avaliação de promoções dentro da empresa;
gestão de crise e gestão de conflitos internos;
melhoria na comunicação e no relacionamento interpessoal na organização.
Trata-se, portanto, de um processo de contínua melhoria e desenvolvimento para conferir um status mais qualitativo em todas as áreas e pontos de atenção de uma empresa.
Quais são os benefícios do trabalho de coaching na empresa?
Como deve ter dado para perceber, o coaching na empresa pode servir como um instrumento de desenvolvimento em múltiplas camadas. Não à toa, o termo coaching — termo muito presente no dicionário de RH, atualmente — oferece benefícios que se estendem de maneira ampla e diversificada no seu dia a dia. Por exemplo:
incentiva o autoconhecimento do indivíduo, fazendo-o desejar o contínuo desenvolvimento;
melhora o desempenho dos funcionários;
serve como um instrumento de desenvolvimento de capacidades, habilidades e comportamentos;
ajuda na adaptação às mudanças e, inclusive, na composição de um ambiente de trabalho positivo.
Consequentemente, pode ajudar também a reduzir o índice de turnover na organização, e agregar mais valor à sua marca no mercado. O que se mostra, também, um ativo e tanto para a retenção de talentos.
Assim, contar com um processo de coaching na empresa internalizado ou mesmo terceirizado, pode servir tanto para objetivos em curto prazo quanto para projetos contínuos. Entretanto, além do coaching na empresa outras estratégias podem ser usadas para melhorar a produtividade dos colaboradores, diminuir o turnover e atrair talentos para a organização.
Principais Tipos para o Mundo Corporativo
Entre os diversos tipos de Coaching, destacamos os seguintes para o mundo corporativo:
Coaching Executivo – desenvolvimento de profissionais em cargos de liderança ou se dirige para o quadro dos executivos de uma organização, visando o alinhamento de suas decisões e ações.
Coaching de Liderança (Leader Coach) – trabalha competências de lidar com pessoas e equipes através da empatia, do respeito e da capacidade de motivação, com melhorias no relacionamento e na visão sistêmica dos objetivos da organização.
Coaching de Performance – visa promover o autodesempenho, autodesenvolvimento e autoconhecimento, tanto do ponto de vista profissional, quanto pessoal e de liderança.
Coaching de Negócios – voltado para pequenos e médios empresários, que buscam aumentar seus resultados em um menor espaço de tempo, identificando as novas oportunidades no mercado.
Coaching de Carreira – identifica o que realmente carece no mercado de trabalho e, a partir daí, criar estratégias específicas para alcançar essas metas.
Coaching de Equipes – promove o desenvolvimento do espírito de equipe, de compartilhamento de competências e experiências para o atingimento de suas metas.
Coaching de Vendas - Ajuda muito ao lidar com outras pessoas e instigá-las a comprar algo, onde o coachee precisa, na maioria das vezes, desenvolver habilidades comportamentais diferentes das que utiliza normalmente.
Principais Tipos de Coaching para o Desenvolvimento Pessoal
Dos tipos de coaching para o campo pessoal, podemos observar:
Life Coaching – ou Coaching de Vida, voltado para o desenvolvimento pessoal, ampliação de consciência e proposição e consecução de metas pessoais.
Personal Coaching – para novos Coaches ou desenvolvimento e aperfeiçoamento de Coaches em atividade.
Coaching de Qualidade de Vida – trabalha a ampliação de visão de toda a realidade em sua volta, procurando melhores formas de viver integrado ao meio externo e com maior sentido interior de vida.
Coaching Educacional – para o desenvolvimento dos profissionais em educação, assim como para impulsos motivacionais a estudantes e técnicas avançadas de como estudar.
Coaching de Relacionamentos – utilizado para melhorias nos relacionamentos pessoais ou profissionais, buscando superação de conflitos e relações mais afetuosas e energizantes.
Coaching Familiar – para harmonia familiar, melhorando relacionamento dos casais, de pais com filhos, entre irmãos e parentes.
Coaching Espiritual – consiste em despertar a consciência e o poder interior, dando oportunidade a questionar e ultrapassar crenças limitantes, através de meditação, reflexões, exercícios, troca de experiências entre os participantes, etc., sem vínculos com religiões estabelecidas.
Coaching Financeiro – visa ao desenvolvimento de habilidades econômicas e planejamento financeiro, seja no âmbito familiar, seja em outras esferas da vida pessoal e profissional, como, por exemplo, após uma mudança de cargo ou perda de emprego, quando é preciso restabelecer os objetivos pessoais e dos membros do grupo.
Coaching Esportivo – destina-se ao desenvolvimento de atletas e de equipes esportivas, visando a superação de limites e consecução de objetivos.
O que não é Coaching?
Coaching não é terapia. A terapia foca em tratar questões emocionais ou psicológicas profundas, muitas vezes ligadas a traumas, distúrbios ou problemas de saúde mental. O coaching, por outro lado, busca o desenvolvimento de potenciais, a conquista de objetivos e o aprimoramento de habilidades, focando no futuro e no crescimento da pessoa.
Coaching não é consultoria. Na consultoria, o profissional normalmente fornece soluções e conselhos prontos, baseados em sua experiência e expertise em uma área específica. Já no coaching, o coach ajuda o cliente a descobrir suas próprias respostas e soluções, utilizando questionamentos e processos de reflexão.
Coaching não é mentoria. Mentores geralmente compartilham suas próprias experiências e orientam o mentorado com base em suas vivências. O coaching, por sua vez, é mais centrado no cliente, com o coach ajudando o cliente a definir suas metas e encontrar os caminhos mais eficazes para alcançá-las, sem impor soluções ou trajetórias baseadas em sua própria experiência.
Em resumo, coaching é um processo focado no desenvolvimento de competências e na obtenção de resultados, com a pessoa como protagonista de sua própria evolução.
Por que tantos tipos?
Desde os primórdios desta excelente metodologia, havia sempre a preocupação com as barreiras intelectuais e emocionais para encarar as mudanças necessárias, tanto para maior desempenho na área profissional, quanto na vida pessoal.
O próprio Tim Gallwey já dedicou esforços para isso, tanto que chamou seu método de The Inner Game – O Jogo Interior. Praticante da meditação, ele observava que, mais do que técnicas e ferramentas, era importante que o Coachee trabalhasse a visão interior que tinha de suas ações.
Quando não se leva em consideração este cultivo interior das pessoas, o trabalho deixa de ser Coaching para se tornar uma boa consultoria ou assessoria técnica. Essa é uma confusão que tem se espalhado muito, quebrando a credibilidade do Coaching como alavanca transformadora de empresas e pessoas.
Por isso, fique atento com a qualidade do que dizem ser um determinado tipo de Coaching. O Coaching virou moda, justificando todo tipo de atividades pseudo-pedagógicas para se tornar treinamento técnico de atividades profissionais.
Não deixe de lado as boas práticas que são necessárias para qualquer Coach! É por isso que o mercado passou a ser mais seletivo tanto na contratação de determinado tipo de Coaching, como na escolha de escolas de maior renome e consistência.
Mesmo assim, podemos dizer que o Coaching é flexível e se adapta a qualquer nicho de atuação. Os tipos de Coaching são fascinantes e você pode escolher qualquer área para se especializar.
Na RHEIS Consulting, nossos projetos de coaching combinam uma base metodológica sólida e comprovada com coaches experientes e qualificados. Utilizamos tecnologia avançada para identificar talentos e oportunidades de desenvolvimento, abordando dimensões como competências, comportamentos, valores, inteligência emocional, entre outras áreas relevantes para o seu crescimento.
Ajudamos as pessoas a se adaptarem a novos ambientes, conduzindo-as a aprimorar competências comportamentais específicas. O planejamento e os objetivos das sessões de coaching são definidos após uma conversa de alinhamento com o cliente, garantindo que cada etapa seja personalizada para suas necessidades.
Nosso foco é no processo contínuo de evolução, onde cada sessão é uma oportunidade de desenvolvimento, tanto na vida pessoal quanto profissional do cliente. Buscamos que ele sinta, perceba e vivencie cada etapa da sua jornada, para que, ao final, conquiste seus objetivos e resultados. Consulte-nos e descubra como podemos ajudar você a alcançar o sucesso.
Sugestão de Livros:
Coaching e Mentoring - Construção de Talentos (Idalberto Chiavenato);
O Jogo Interior do Tênis: O Guia Clássico para o lado mental da Excelência no Desempenho (W. Timothy Gallwey);
Coaching Cognitivo-comportamental: Desenvolvimento Humano Com Base em Evidências e Foco em Solução (Gisele Pereira Dias e Clarisse Pereira Dias Drumond Fortes);
De Coach a Awakener (Robert Dilts);
Coaching com PNL: o guia prático para alcançar o melhor em você e em outros (Andrea Lages, Joseph O'Connor);
Como o coaching funciona: o guia essencial para a história e prática do coaching eficaz (Andrea Lages, Joseph O'Connor);
Coaching Para Aprimorar O Desempenho (John Whitmore);
O coach de um trilhão de dólares: O manual de liderança do Vale do Silício (Eric Schmidt, Jonathan Rosenberg, Alan Eagle);
O Gestor Eficaz - Edição revista, atualizada e ampliada (Peter F; Drucker);
Coaching, Mentoring e Counseling - Um Modelo Integrado de Orientação Profissional com Sustentação da Universidade Corporativa (Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira);
Manual de Coaching - Guia Prático de Formação Profissional (Arnaldo Márion);
O cavaleiro preso na armadura (Robert Fisher);
O poder do mito ( Joseph Campbell, Bil Moyers);
Paixão por vencer (Jack Welch, Suzy Welch);
Triggers: Sparking positive change and making it last (Marshall Goldsmith, Mark Reiter);
Mulheres que correm com os lobos (Clarissa Pinkola Estés);
Preciso saber se estou indo bem (Richard L. Williams).
Comments