Gestão Empresarial: Conceitos Fundamentais e Tendências para o Futuro
- RHEIS Consulting
- 27 de set. de 2022
- 21 min de leitura
Atualizado: 7 de jan.
Você já se perguntou o que é gestão empresarial? Tem certeza que as práticas que adota são as mais eficientes para o seu negócio? A gestão empresarial é um processo baseado em estratégias e ações que conduzem a empresa a:
Medir resultados: Avaliar o desempenho e o impacto das ações implementadas.
Mensurar os problemas: Identificar e analisar os desafios que afetam a performance da empresa.
Reduzir ou eliminar as falhas: Implementar melhorias contínuas para minimizar erros e ineficiências.
Corrigir os erros: Ajustar processos e estratégias para aprimorar os resultados e alcançar os objetivos organizacionais.
Planejamento estratégico: Definir objetivos de longo prazo e as melhores formas de alcançá-los.
Tomada de decisões: Baseada em dados e análises, buscando a melhor solução para a empresa.
Inovação: Implantação de novas ideias, processos ou produtos para manter a competitividade.
Gestão de riscos: Identificar, avaliar e mitigar riscos que possam impactar negativamente o negócio.
Aprimoramento contínuo: Foco na melhoria constante de processos, produtos e serviços.
Gestão empresarial é uma estratégia de condução de negócios a melhores resultados, partindo de ações que envolvem a organização de processos, o controle das finanças, a administração dos recursos humanos e materiais e tudo aquilo que é essencial para a sua manutenção.
E ai? A gestão da sua empresa é sobre esses tópicos acima? Se não for, sugiro que você acompanhe nossas dicas de gestão empresarial. Neste artigo, abordaremos, de forma sucinta e robusta o conceito sobre o que é gestão empresarial, a importância diante do planejamento e das estratégias das empresas na busca por resultados e as tendências da gestão das empresas do futuro.
O conteúdo apresentará também vários tipos de gestão empresarial e dicas para aplicá-las para que você consiga escolher o que melhor se adequa a realidade da sua empresa.
O que é Gestão Empresarial e sua importância
Escolher um tipo de gestão, baseado no que mais se adequa a realidade da sua empresa, pode ser um grande diferencial para planejar estrategicamente os caminhos do resultado. Antes, entretanto, é preciso conhecer o que é gestão empresarial além do senso comum. Trata-se de um processo baseado em estratégias e ações que conduzem a empresa a medir resultados, mensurar os problemas, evitar as falhas e corrigir os erros.
Entre o que faz um gestor empresarial, encontramos as ações e estratégias da gestão empresarial que se baseiam em recursos:
Humanos: Gestão de talentos, desenvolvimento de equipes e liderança eficaz.
Financeiros: Planejamento orçamentário, controle de custos e maximização de lucros.
Estruturais: Organização de processos, infraestrutura e otimização do ambiente de trabalho.
Tecnológicos: Ferramentas e sistemas que facilitam a automação, análise de dados e aprimoram os processos internos.
Informacionais: Dados e informações essenciais para a tomada de decisões, análise de mercado e desenvolvimento de estratégias.
Tempo: A gestão eficiente do tempo, tanto dos colaboradores quanto dos gestores, é crucial para o cumprimento de prazos e a maximização da produtividade.
Relacionais: Parcerias, redes de contatos e a construção de bons relacionamentos com clientes, fornecedores e stakeholders.
Intangíveis: Reputação, cultura organizacional, inovação e conhecimento, que contribuem para o valor da empresa no mercado.
Em um mercado competitivo, as empresas que adotam um sistema de gestão empresarial garantem processos mais eficazes e conquistam melhores resultados. Uma empresa com projetos bem planejados consegue ser mais assertiva e consequentemente garante um futuro promissor.
A maioria dos gestores sonham com um planejamento perfeito, e sabem da necessidade de uma gestão empresarial. Apesar disso, muitos não adotam esse caminho de gerir seu negócio de maneira organizada e montam estratégias de forma equivocada.
A gestão empresarial precisa considerar aspectos humanos, por isso, está intimamente relacionada à gestão de pessoas. O que faz um gestor empresarial está relaciona a construção de estratégias que envolvam colaboradores de forma direta e logística, que fazem a empresa funcionar, otimizando seus resultados.
Porém, quando há um desalinhamento das áreas, a gestão empresarial é diretamente afetada. Confira abaixo algumas dicas de gestão empresarial e escolha o tipo que mais se adequa a realidade da sua empresa.
Como aplicar a gestão empresarial
Aplicar a gestão empresarial depende basicamente de planejamento, indicadores de desempenho, tecnologia e qualificação profissional. É com essas "armas" que o gestor se torna apto a fazer frente aos desafios, que são diários e inúmeros, exigindo conhecimento e muito jogo de cintura para manter a engrenagem ativa e funcionando bem.
A partir desses princípios fundamentais, todo o entorno se organiza melhor, como iremos destacar agora.
1. Planejamento
Toda empresa precisa de metas. Significa definir aonde ela almeja chegar para que seja possível estabelecer os passos para isso. A necessidade aparece antes mesmo de abrir as portas, no chamado plano de negócio – instrumento que estabelece o passo a passo para tirar a ideia do papel.
Tal compromisso se mantém durante toda a sua existência, muitas vezes exigindo a revisão de processos e ajustes para corrigir possíveis desvios. Até mesmo medidas difíceis, como fechamento de unidades ou demissões de colaboradores, exigem planejamento para que sejam colocadas em prática.
O objetivo é claro: mitigar riscos, minimizar danos e conduzir o negócio aos melhores resultados.
Leia também em Conhecendo os 3 Níveis do Planejamento Estratégico.
2. Indicadores de desempenho
Há uma frase famosa que é atribuída ao professor norte-americano William Edwards Deming que diz: “o que não é medido não é gerenciado”. Ter indicadores de desempenho é uma forma de o gestor avaliar o seu negócio e identificar se ele caminha no rumo certo, em direção à concretização de seus objetivos. É um instrumento de gestão complementar ao planejamento.
Você pode utilizar indicadores de desempenho de processos, como eficiência, produtividade, qualidade e lucratividade, assim como outros relacionados ao desempenho estratégico. Nesse último caso, é válido recorrer a ferramentas administrativas, como Análise SWOT, 5W2H e Balanced Scorecard.
3. Tecnologia
A gestão empresarial não é uma tarefa simples, mas já foi bem mais complicada. Em um passado não muito distante, muitos dos controles e tarefas eram realizados apenas manualmente, tomando tempo e exigindo maior esforço do gestor.
A boa notícia é que a tecnologia evoluiu a ponto de automatizar muitas tarefas. Hoje, é possível encontrar no mercado diferentes sistemas de gestão empresarial, conhecidos como ERP – Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial, para os mais variados portes de empresa.
São softwares que conectam as diferentes áreas de um negócio, compartilham informações e oferecem relatórios para análises detalhadas. Uma venda, por exemplo, pode gerar informação ao financeiro (para cobrança), ao administrativo (para faturamento e emissão de nota fiscal), ao estoque (para saída de item) e para o departamento de compras (para reposição). Tudo de forma automática.
Isso sem falar no registro da receita no fluxo de caixa, que é uma das mais importantes ferramentas de controle financeiro em qualquer empresa.
4. Qualificação profissional
Por fim, mas não menos importante, uma boa gestão empresarial depende de profissionais com habilidades técnicas e comportamentais alinhadas ao negócio. Isso vale tanto para a montagem de um time talentoso, quanto para a definição de supervisores e gerentes preparados para o desafio, sem esquecer da formação do próprio dono do negócio, que por vezes atua solitariamente na empresa.
Os tipos de Gestão Empresarial
Para gerir com excelência, é essencial escolher um modelo de gestão que se alinhe aos objetivos de cada organização. Os modelos de gestão não são excludentes; é possível adotar, por exemplo, um modelo participativo focado em resultados e processos. A escolha do modelo também deve levar em consideração como a empresa deseja se relacionar com seus colaboradores.
O relacionamento depende, sem dúvida, do comportamento dos gestores diretamente envolvidos com os profissionais. Entre as características que mais contribuem para a construção de uma boa relação, podemos destacar:
Capacidade para dar e receber feedback;
Ser um ótimo gerenciador e mediador de conflitos;
Ter iniciativa, proatividade e automotivação;
Disponibilidade para seguir aprendendo;
Mapeamento e retenção de talentos.
1. Gestão Meritocrática
A gestão meritocrática valoriza e reconhece os colaboradores com base no seu desempenho e resultados. Esse tipo de gestão tende a criar um ambiente competitivo, pois os colaboradores percebem que seu crescimento dentro da empresa está diretamente relacionado ao seu mérito.
2. Gestão Democrática ou Participativa
A gestão democrática ou participativa se caracteriza por um líder que concede maior autonomia aos colaboradores, permitindo-lhes, de alguma forma, contribuir na tomada de decisões. Diferentemente da gestão meritocrática, aqui o foco está mais na equipe do que no individualismo.
As principais vantagens desse modelo são o aumento do engajamento e da motivação da equipe. O ambiente aberto ao diálogo faz com que os funcionários se sintam mais valorizados e satisfeitos com suas atividades. Esse modelo também favorece o trabalho em equipe, pois se baseia mais na colaboração do que na competição.
Para adotar a gestão democrática, o líder deve investir no desenvolvimento de suas habilidades de comunicação, facilitando a coordenação dos debates, considerando as opiniões de todos e garantindo o sucesso nos projetos.
As principais características da Gestão Participativa:
Produtividade e incentivo à proatividade
Sentimento de pertencimento e colaboração entre os colaboradores
Crescimento profissional em todos os níveis da organização
Otimização do tempo para solução e entrega de demandas
Redução de custos devido à proposta de autogestão
3. Gestão Autoritária ou Centralizadora
Na gestão autoritária, o gestor é o centro das decisões e é responsável por todas as escolhas estratégicas e de projetos. Esse modelo pode ser arriscado, pois o gestor tende a se distanciar dos colaboradores, o que pode diminuir o engajamento e a disposição da equipe em seguir suas decisões.
Para que uma gestão autoritária seja eficaz, o gestor precisa conquistar a equipe, demonstrando competência e sendo persuasivo nas suas estratégias, além de ser firme nas decisões, liderando pelo exemplo.
4. Gestão por Cadeia de Valor
A gestão por cadeia de valor envolve todos os processos da empresa, desde o relacionamento com fornecedores até a entrega do produto final. Criada pelo professor Michael Porter, o principal objetivo dessa abordagem é criar valor e obter vantagem competitiva a partir das atividades oferecidas.
5. Gestão de Inovação Disruptiva
A gestão de inovação disruptiva foca na criação de novos mercados e produtos que podem transformar completamente os setores em que atuam. Empresas que adotam esse tipo de gestão buscam inovação não apenas incremental, mas disruptiva, alterando profundamente as regras do jogo.
As principais características da Gestão de Inovação Disruptiva:
Busca por soluções inovadoras: Foco em ideias e produtos que rompem com as soluções tradicionais.
Tomada de riscos: A disposição para investir em ideias não comprovadas, com potencial de mudar mercados.
Transformação de modelos de negócios: Criação de novos modelos de negócios que desafiam os existentes.
Adaptação rápida: Capacidade de ajustar rapidamente à medida que o mercado ou as tecnologias evoluem.
6. Gestão de Processos ou Ciclo de Deming
Proposta pelo estatístico William Edwards Deming, essa abordagem, também conhecida como PDCA (Plan, Do, Check, Act), visa a melhoria contínua dos produtos e serviços, sendo aplicável a qualquer tipo de negócio.
As principais características da Gestão de Processos:
Mapeamento e uniformização de processos organizacionais
Disponibilidade de informações sobre os processos
Identificação, criação e divulgação interna das melhores práticas
Monitoramento e avaliação de desempenho dos processos
Foco nas melhorias contínuas nos processos
Compromisso em atender às expectativas dos clientes
7. Gestão com Foco nos Resultados
Neste modelo de gestão, o principal objetivo é alcançar os resultados, independentemente das estratégias adotadas para isso. Esse tipo de gestão é comum em empresas que precisam reverter rapidamente seus resultados.
As principais características da Gestão por Resultados são:
Definição de metas claras e específicas
Decisões são tomadas com a participação de todos
Responsabilidade é de todos por alcançar, ou não, os resultados
Todos os setores da empresa trabalham de maneira integrada
Colaboradores recebem feedback constantemente
8. Gestão Ágil
A gestão ágil é um modelo baseado em metodologias ágeis, frequentemente utilizado em empresas de tecnologia e desenvolvimento de software, mas também aplicável a outras áreas. Este modelo prioriza a flexibilidade, adaptação constante e entregas rápidas, com ciclos de trabalho curtos (sprints) e feedback contínuo.
As principais características da Gestão Ágil:
Adaptação constante às mudanças: Capacidade de ajustar processos e estratégias rapidamente.
Trabalho em equipes multifuncionais: Colaboração entre áreas diversas para resolver problemas de forma integrada.
Foco no cliente: Entregas frequentes com foco nas necessidades do cliente.
Tomada de decisão descentralizada: Delegação de responsabilidades às equipes para maior autonomia e agilidade.
9. Gestão por Competências
A gestão por competências foca no desenvolvimento e no uso das habilidades e competências dos colaboradores para alcançar os objetivos organizacionais. Este modelo busca identificar, mapear e aplicar as competências individuais dos funcionários, alinhando essas habilidades às necessidades da empresa.
As principais características da Gestão por Competências:
Mapeamento de competências: Identificação das habilidades essenciais para o sucesso organizacional.
Desenvolvimento contínuo: Treinamento e capacitação dos colaboradores para melhorar suas competências.
Avaliação de desempenho baseada em competências: Mensuração do desempenho dos colaboradores com base nas competências essenciais.
Alinhamento de competências e metas organizacionais: Garantir que as habilidades dos colaboradores contribuam diretamente para o sucesso da empresa.
10. Gestão Lean
A gestão Lean é um modelo inspirado na metodologia Lean Manufacturing, que visa eliminar desperdícios e melhorar a eficiência organizacional. Embora tenha começado na indústria, os princípios Lean podem ser aplicados em qualquer tipo de negócio. A ideia central é entregar mais valor aos clientes com menos recursos.
As principais características da Gestão Lean:
Eliminação de desperdícios: Identificação e eliminação de processos que não agregam valor.
Melhoria contínua (Kaizen): A busca constante pela otimização de processos.
Foco no cliente: Entregar valor ao cliente da forma mais eficiente possível.
Empoderamento dos colaboradores: Incentivar todos na organização a contribuir para a melhoria dos processos.
11. Gestão Sustentável ou Socialmente Responsável
Esse modelo de gestão foca em equilibrar os resultados financeiros com a responsabilidade social e ambiental. Empresas que adotam esse modelo buscam atuar de maneira ética, considerando o impacto de suas ações no meio ambiente e na sociedade.
As principais características da Gestão Sustentável:
Responsabilidade social: Compromisso com a comunidade e com questões sociais.
Sustentabilidade ambiental: Implementação de práticas que minimizam os impactos ambientais.
Ética nos negócios: Conduta empresarial ética e transparente.
Engajamento das partes interessadas: Inclusão de colaboradores, clientes, fornecedores e outros stakeholders nas decisões estratégicas.
12. Gestão Holacrática
A gestão holacrática é um modelo organizacional em que o poder é distribuído por toda a organização, e não concentrado em poucos líderes. As hierarquias tradicionais são substituídas por círculos autônomos, onde as responsabilidades são claramente definidas, mas as decisões são tomadas coletivamente.
As principais características da Gestão Holacrática:
Autonomia nas equipes: Grupos autônomos tomam decisões sem a necessidade de uma hierarquia rígida.
Processos claros e bem definidos: A empresa opera de acordo com processos e regras bem estabelecidas.
Distribuição de autoridade: O poder de decisão é distribuído ao longo de diferentes círculos ou equipes.
Foco na transparência: Todas as decisões e responsabilidades são claras e transparentes para todos.
Ferramentas para Gestão Empresarial
Como já destacado ao longo deste artigo, administradores podem se valer de diferentes ferramentas de gestão empresarial para qualificar processos e facilitar a sua atuação.
Segue algumas das principais ferramentas de gestão:
1. Meta SMART
Metas SMART é um método de definição de metas, as quais se baseiam em 5 fatores: S (específica), M (mensurável), A (atingível), R (relevante) e T (temporal). Saiba mais em: Ferramenta Meta SMART.
2. Análise SWOT
A técnica é creditada a Albert Humphrey, que foi líder de pesquisa na Universidade de Stanford, e avalia o quão competitiva uma empresa é perante à concorrência. Em português, significa FOFA, de acordo com as seguintes iniciais: Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. Leia mais: O que é análise SWOT.
3. Business Model Canvas
Oferece uma análise visual dos principais departamentos de uma empresa, através de um mapa, sendo útil para criar, testar ou mesmo rever o modelo de negócio. O Business Model Canvas, inicialmente proposto por Alexander Osterwalder, identifica as fontes de receitas, o que a empresa oferece ao mercado, qual é o seu público-alvo, como se relaciona com os clientes, os gastos inerentes ao negócio, entre outras informações relevantes.
4. Matriz BCG
Esse é um tipo de análise gráfica sobre o valor da empresa e das soluções que ela oferece. Pode ser bastante útil para verificar qual a melhor estratégia a adotar para cada produto ou serviço, assim como para o próprio negócio.
A Matriz BCG, criada por Bruce Henderson para a consultoria empresarial americana Boston Consulting Group em 1970, classifica os itens conforme a sua taxa de crescimento e participação de mercado, o que permite ao gestor adotar, a partir daí, as medidas mais adequadas a cada um deles. Saiba mais em: Ferramenta Matriz BCG.
5. 5W2H
O 5W2H estabelece uma sequência de ações para a execução de um projeto. Seu nome deriva do inglês, considerando as iniciais para: What (o quê), Why (por quê), Where (onde), When (quando), Who (quem), How (como) e How much (quanto). A resposta a cada um desses itens define as metas e as ações a adotar, considerando o que é prioritário para a empresa. Leia mais: Ferramenta 5W2H.
6. Matriz GUT
Trata-se de uma matriz de priorização de tarefas, a qual ajuda a determinar o que é mais urgente entre todas as demandas da empresa. Charles H. Kepner e Benjamin B. Tregoe, dois especialistas em resoluções de questões organizacionais, desenvolveram essa matriz também conhecida como Matriz de Prioridades. amplamente utilizada em gestão organizacional e de projetos. A classificação das atividades é feita a partir de uma tabela com cinco colunas. considerando: Ação, Gravidade, Urgência, Tendência e GUT (que é a nota final – quanto mais alta, maior a prioridade). Saiba Mais em: Ferramenta Matriz GUT.
7. Balanced Scorecard (BSC)
O BSC é uma metodologia de medição e gestão de desempenho, criada pelos professores da Harvard Business School Robert Kaplan e David Norton. Ela é utilizada para mensurar o desempenho da empresa a partir da análise de indicadores e metas. O BSC parte da elaboração de um mapa estratégico até a definição de um plano de ação, moldado sob quatro perspectivas:
Financeira: Foco em resultados financeiros, como lucro, custo e retorno sobre investimento.
Mercado: Avaliação da satisfação e lealdade dos clientes, bem como o posicionamento no mercado.
Processos internos: Melhoria dos processos internos para garantir eficiência e qualidade.
Aprendizado e crescimento: Desenvolvimento de competências, inovação e capacitação organizacional.
Leia mais em: Ferramenta Balanced Scorecard (BSC).
8. As 5 Forças de Porter
Esse é um modelo de análise competitiva, que permite compreender melhor a concorrência e, a partir daí, estabelecer uma estratégia para superá-la. As cinco forças competitivas de Michael Porter são:
Rivalidade com concorrentes
Entrada de novos concorrentes
Ingresso de novos produtos
Poder de negociação de fornecedores
Poder de negociação de clientes
Dicas de gestão empresarial: 11 passos importantes
1. Defina Objetivos e Metas Claras
Antes de iniciar qualquer estratégia, é essencial ter uma visão clara dos objetivos da empresa. Definir metas SMART específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazos bem estabelecidos fornece uma direção clara para todos os colaboradores e orienta todas as ações da empresa.
2. Conheça a Realidade da Sua Empresa
Compreender a situação atual da sua empresa é fundamental para uma gestão eficaz. Estar atento ao mercado e à estrutura interna da empresa ajuda a tomar decisões mais rápidas e assertivas, minimizando erros. Além disso, conhecer as limitações e os pontos fortes da empresa facilita a formulação de estratégias de melhoria contínua.
3. O Papel do Líder
Líderes eficazes são peças-chave no sucesso da gestão empresarial. O líder não só orienta e motiva a equipe, mas também estabelece uma cultura organizacional positiva. Isso é possível quando o líder aplica os princípios da boa gestão no dia a dia e promove um ambiente de trabalho produtivo e colaborativo.
4. Conheça o Mercado
Estar atualizado sobre as tendências e inovações do mercado é crucial para a competitividade. A gestão empresarial deve incluir a análise constante do mercado e dos concorrentes, o que permite à empresa adaptar-se rapidamente a novas demandas e oportunidades, adotando inovações tecnológicas e práticas eficazes.
5. Planejamento Financeiro
Uma gestão financeira sólida é vital para o sucesso a longo prazo. Estabeleça um controle rigoroso sobre receitas, despesas, investimentos e fluxo de caixa. Com um bom planejamento financeiro, a empresa pode manter sua saúde financeira, reduzir riscos e garantir a sustentabilidade de suas operações.
6. Mensure os Riscos
Toda empresa está sujeita a riscos, mas uma boa gestão empresarial permite antever e mitigar esses perigos. Realizar uma análise constante de riscos ajuda a identificar ameaças e a criar soluções para minimizá-las, mantendo a empresa mais segura e preparada para enfrentar desafios imprevistos.
7. Automatize Seus Processos
A automação é uma aliada poderosa na gestão empresarial moderna. Adote tecnologias que otimizem processos, como sistemas de gestão empresarial e soluções em nuvem, que permitem acesso remoto e maior agilidade nas decisões. A automação reduz erros e aumenta a eficiência, permitindo que sua empresa seja mais produtiva.
8. Mantenha um Bom Ambiente de Trabalho
A qualidade do ambiente de trabalho tem um impacto direto nos resultados da empresa. Investir na comunicação e na colaboração entre os membros da equipe fortalece o clima organizacional e torna os processos mais eficazes. Líderes desempenham um papel fundamental em criar e manter um ambiente harmonioso e motivador.
9. Divulgue Seu Produto no Mercado
Para expandir a base de clientes e aumentar a visibilidade da empresa, é essencial investir em estratégias de marketing e comunicação. A parceria entre os departamentos de Recursos Humanos e Marketing pode garantir que a marca seja bem posicionada no mercado, atraindo novos clientes e fidelizando os já existentes. Utilize ferramentas de divulgação, cashback e outras de fidelização e gestão das vendas. (Para mais ferramentas de vendas/marketing, acesse aqui).
10. Avaliação e Acompanhamento de Resultados
A gestão empresarial precisa ser dinâmica e adaptável. Estabelecer indicadores-chave de desempenho (KPIs) e realizar avaliações periódicas dos resultados é fundamental para ajustar as estratégias quando necessário. Isso garante que a empresa esteja sempre em direção ao cumprimento de seus objetivos e metas.
11. Inovação Contínua
A inovação é um diferencial competitivo essencial. A empresa deve estar sempre em busca de novas ideias, processos ou melhorias em produtos e serviços. Investir em pesquisa e desenvolvimento, ou adotar novas tecnologias, pode garantir que a empresa se mantenha à frente da concorrência e continue a agregar valor aos seus clientes.
Tendências de Gestão: Descubra como serão as Empresas do Futuro
As empresas do futuro estão se antecipando às demandas e se tornando cada vez mais competitivas no presente. Para alcançar esse sucesso, é fundamental que elas saibam analisar e aplicar as principais tendências de gestão, fundamentais para a realização de objetivos de curto prazo — muito antes de se popularizarem entre a concorrência e outros setores.
Menos burocracia e mais flexibilidade para lidar com o trabalho emergente, impulsionado pela transformação digital, são pilares fundamentais dessa jornada. Com isso, todas as empresas devem começar a adotar essas tendências de gestão desde já, pois esse é o caminho para alcançar o status de “empresa do futuro”.
Sua empresa está em busca de inovação e melhorias significativas em seus processos e na relação com seus colaboradores? Então, convidamos você a seguir com esta leitura! Abaixo, reunimos dicas essenciais para ajudá-lo a entender as tendências de gestão que estão moldando os rumos do futuro, e que já começam a impactar o mercado em curtíssimo prazo. Confira!
O que são as empresas do futuro?
Em essência, as empresas do futuro são aquelas que estão atentas às transformações sociais e tecnológicas que influenciam diretamente (ou indiretamente) o seu desenvolvimento. Essas organizações pioneiras ocupam uma posição de vanguarda, adquirindo maior reputação e respaldo, o que as torna referências para o setor.
Um exemplo claro são as empresas que já utilizam a automação de processos por meio de softwares de gestão. Além disso, outras tecnologias, mudanças de comportamento e atitudes têm se mostrado fundamentais para atração e retenção talentos, principalmente as novas gerações — como a Geração Z e os millennials — e agregar melhores resultados em cada área da empresa.
Estamos, portanto, falando de tendências de gestão que têm o potencial de impulsionar o crescimento da empresa, ao mesmo tempo que qualificar gradualmente seu modelo de trabalho. Vamos explorar essas tendências?
Quais são as principais tendências da gestão empresarial?
Não podemos ignorar o impacto profundo que as soluções tecnológicas estão causando em nossas rotinas, incluindo a forma como nos relacionamos com as pessoas e os processos dentro das empresas.
Se você busca fortalecer suas estratégias ou iniciar a transformação da sua gestão empresarial, confira abaixo as principais tendências que estão em alta no Brasil e no mundo.
1. Análise preditiva
A análise preditiva é uma metodologia que avalia padrões e tendências, permitindo melhorar a tomada de decisões. Ela se apoia em tecnologias amplamente utilizadas, como o Big Data¹, que processa grandes volumes de dados para identificar oportunidades e lacunas no negócio.
Essa abordagem ajuda a reunir informações e métricas de maneira estratégica, permitindo que as empresas façam diagnósticos rápidos e assertivos. Dessa forma, é possível monitorar constantemente o progresso dos objetivos e tomar decisões mais certeiras, orientando as ações para o melhor caminho e evitando desperdícios de recursos ou tempo.
A análise preditiva não só fornece dados valiosos, mas também garante maior confiança na definição das estratégias empresariais.
2. Internet das Coisas
A Internet das Coisas (IoT) está transformando tanto os lares quanto as empresas, integrando dispositivos inteligentes e promovendo a automação de processos. Nos ambientes corporativos, a IoT tem sido uma aliada importante na tomada de decisões, fornecendo dados em tempo real que ajudam a melhorar a eficiência operacional e o desempenho dos negócios.
Essa tecnologia permite que as empresas movam seus Recursos Humanos para funções mais analíticas e estratégicas, ao automatizar tarefas repetitivas e operacionais. A IoT também é frequentemente associada à inteligência artificial (IA), criando uma sinergia entre as duas tecnologias.
Com essa combinação, as soluções inteligentes ajudam as empresas a otimizar fluxos produtivos e aprimorar processos, deixando os colaboradores livres para focar em atividades de maior valor agregado, como análise de dados, programação e inovação. e análises, e não de processar as tarefas mais mecânicas e repetitivas do fluxo produtivo.
3. Armazenamento em nuvem
O armazenamento em nuvem é uma das tendências mais consolidadas na gestão empresarial, oferecendo flexibilidade e escalabilidade para as empresas. Com a possibilidade de armazenar dados em um ambiente acessível de qualquer lugar e a qualquer momento, as empresas podem gerenciar suas informações de forma mais eficiente e segura, desde que haja a devida proteção de acesso.
Essa solução tem transformado a rotina corporativa, simplificando o compartilhamento de dados, melhorando a colaboração entre equipes e facilitando o trabalho remoto. Além disso, o armazenamento em nuvem também tem impulsionado a adoção de outras tecnologias e tendências de gestão, como a automação de processos e a análise de grandes volumes de dados, ampliando ainda mais as vantagens para as empresas.
4. Experiência humana
A tendência de gestão tem evoluído para focar na "experiência humana", um conceito que vai além da simples experiência do colaborador. A experiência humana é voltada para o bem-estar e o desenvolvimento contínuo das pessoas dentro da organização.
Essa abordagem permite que gestores e equipes de Recursos Humanos (RH) se concentrem não apenas em oferecer boas condições de trabalho, mas em promover o verdadeiro engajamento e satisfação dos colaboradores. O objetivo é criar um ambiente onde as pessoas se sintam valorizadas e motivadas a contribuir de maneira significativa.
Com isso, os resultados são claros:
Aumento no engajamento dos colaboradores.
Melhoria na produtividade, com colaboradores mais motivados e comprometidos.
Maior satisfação geral, refletida em elevados índices de clima organizacional.
Maior retenção e atração de talentos, ao criar um ambiente de trabalho positivo e acolhedor.
E a sua empresa, como está lidando com a experiência humana dos seus colaboradores?
5. Mobilidade
A mobilidade é uma das grandes tendências de gestão impulsionadas pelo avanço do Big Data e pelo armazenamento em nuvem. Esses recursos permitem que as empresas deixem de depender de grandes estruturas físicas, promovendo uma gestão mais flexível e descentralizada. Com isso, é possível gerenciar uma organização inteira a partir de qualquer lugar, até mesmo de casa, com a liberdade de estar de pijamas, realizando videoconferências e alimentando os sistemas com dados por meio de softwares de gestão.
Essa transformação também abre portas para novos modelos de trabalho, cada vez mais populares e acessíveis. Empresas e colaboradores podem adotar uma abordagem mais ágil e adaptável, o que proporciona a possibilidade de atuar de forma pioneira e inovadora em um curto e médio prazo, ganhando vantagens competitivas em um cenário em constante evolução. A mobilidade não só facilita o dia a dia das equipes, mas também oferece a oportunidade de ampliar o alcance de mercado e melhorar a qualidade de vida dos profissionais.
6. Responsabilidade socioambiental
A responsabilidade socioambiental se consolidou como uma prioridade nas empresas, impulsionada pela crescente demanda dos consumidores por práticas empresariais mais responsáveis e conscientes. Além de minimizar o impacto ambiental, as organizações estão cada vez mais atentas à importância de adotar soluções inovadoras que preservem os recursos naturais, promovam a eficiência energética e reduzam a pegada de carbono.
Empresas que integram a responsabilidade socioambiental em suas estratégias não apenas atendem às expectativas do mercado, mas também se posicionam de forma ética e proativa, contribuindo para um futuro mais sustentável. Esse compromisso, que vai além do simples cumprimento de regulamentações, reflete um engajamento genuíno em gerar impactos positivos nas comunidades e no planeta. Além disso, essas empresas conseguem se destacar no mercado, reforçando sua imagem institucional e ganhando a confiança de consumidores e parceiros que valorizam práticas sustentáveis.
7. Automação de processos
A automação de processos se tornou essencial para as empresas, permitindo delegar tarefas repetitivas à inteligência artificial e outras tecnologias. Isso aumenta a eficiência, reduz erros e permite que os colaboradores se concentrem em atividades mais estratégicas.
Para uma implementação eficaz, é crucial escolher a solução que melhor se adapta à rotina e necessidades da empresa. Softwares de gestão, por exemplo, devem automatizar processos administrativos, integrando dados e plataformas para mais conveniência e produtividade.
Com a automação, a gestão da empresa ganha:
Maior controle sobre processos e dados.
Precisão nas decisões, com informações em tempo real.
Gestão eficiente de atividades administrativas e operações internas.
Automatização de tarefas, liberando mais poder analítico.
Acompanhamento eficaz de métricas, garantindo resultados ajustados.
Assim, a automação transforma a operação, trazendo ganhos de produtividade e competitividade.
Conclusão
A gestão empresarial é um campo dinâmico e essencial para o sucesso de qualquer organização. À medida que as empresas enfrentam desafios e se adaptam a um ambiente de negócios cada vez mais complexo e competitivo, a adoção de práticas de gestão eficazes torna-se crucial.
As tendências atuais, como a transformação digital, a ênfase em sustentabilidade, a gestão de dados e a inovação constante, moldam o futuro das empresas e exigem que os gestores se atualizem continuamente.
Além disso, a gestão de recursos humanos, financeiros, tecnológicos e estruturais permanece como um pilar fundamental para o crescimento sustentável. Em um cenário de constante evolução, é essencial que os gestores adotem uma visão estratégica e integrada, investindo em processos e práticas que não apenas respondam às necessidades do presente, mas também preparem a empresa para os desafios futuros.
A gestão empresarial, portanto, não é apenas uma questão de administrar, mas de liderar mudanças, promover inovação e garantir a adaptação constante às novas demandas do mercado.
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¹O big data consiste em recolher e armazenar quantidades incontáveis de dados, extraídos de variadas fontes, com a finalidade de utilizá-los em momentos propensos para melhorar processos ou mesmo facilitar a criação de planejamentos e /ou estratégias empresariais. ²O check-up é uma análise inicial. Para um aprofundamento maior, é recomendável contratar um especialista ou consultor.
Sugestão de Livros:
Essenciais da Gestão (Peter F. Drucker);
O sistema Amazon: Descubra o método de gestão que pode trazer resultados extraordinários para você e sua empresa (Ram Charan, Julia Yang);
Peter Drucker: Melhores Práticas: Como aplicar os métodos de gestão do maior consultor de todos os tempos para alavancar os resultados do seu negócio (William A. Cohen);
Empresas feitas para vencer: Por que algumas empresas alcançam a excelência... e outras não (Jim Collins);
Administração nos Novos Tempos - Os Novos Horizontes em Administração (Idalberto Chiavenato);
Gestão de Alta Performance: Tudo o que um gestor precisa saber para gerenciar equipes e manter o foco em resultados (Andrew S. Grove);
Manual do CEO: Um verdadeiro MBA para o gestor do século XXI (Josh Kaufman);
Gestor pela primeira vez: Um guia clássico para quem enfrenta um novo desafio na carreira (Loren B. Belker, Jim McCormick, Gary S. Topchik);
O diário de um CEO: 33 leis para os negócios e a vida (Steven Bartlett);
Gestão do Amanhã: Tudo o que você precisa saber sobre gestão, inovação e liderança para vencer na 4ª Revolução Industrial (Sandro Magaldi, José Salibi Neto);
O ponto cego empresarial: O que você não está enxergando dentro e fora do seu negócio (João Kepler);
Empresa Invencível (Alex Osterwalder, Yves Pigneur, Fred Etiemble, Alan Smith).
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